segunda-feira, abril 03, 2017

Brasil, Moçambique e ONU debatem iniciativas de alimentação escolar associadas à agricultura familiar

Representantes do Brasil e da ONU reuniram-se em Moçambique com o governo local para o primeiro seminário nacional sobre o Programa de Aquisição de Alimentos para a África (PAA África) — iniciativa que conecta a produção da agricultura familiar às demandas de escolas que oferecem refeições para seus alunos. Encontro ocorreu nos dias 20 e 21 de março e debateu como os aprendizados do projeto podem orientar o futuro da alimentação escolar no país africano.
Agricultores do Moçambique viram novos mercados se abrirem com a participação do país no PAA África. Foto: PMA/Arssalan Serra

Representantes do Brasil e da ONU reuniram-se em Moçambique com o governo local para o primeiro seminário sobre o Programa de Aquisição de Alimentos para a África (PAA África) — iniciativa que conecta a produção da agricultura familiar às demandas de escolas que oferecem refeições para seus alunos. Encontro ocorreu nos dias 20 e 21 de março e debateu como os aprendizados do projeto podem orientar o futuro da alimentação escolar no país africano.
“O PAA voltado para a alimentação escolar constitui uma tecnologia social de aceleração do crescimento, que conforma um círculo virtuoso: combina a melhora nutricional dos alunos à maior capacidade cognitiva e à inclusão da agricultura familiar”, afirmou durante o evento o chefe de cooperação da Embaixada do Brasil em Moçambique, Bruno Neves.
Regino Jalone é presidente da associação de agricultores Kuchinga, no distrito de Cahora Bassa. A associação começou com apenas 12 membros, mas com o apoio do PAA África duplicou de tamanho.
“No início, começamos a trabalhar com um grupo de 12 camponeses, mas trabalhávamos com preguiça porque não tínhamos onde vender o produto. Com o PAA África começaram a surgir novos mercados e começamos a ter a ideia de aumentar as áreas de produção porque já tínhamos as escolas para comprar nossos produtos”, explicou Jalone.
Helena Dzico, outra produtora que participou do seminário, também falou sobre sua experiência. “Não sabíamos como usar os produtos depois de cultivar, mas agora já temos as escolas onde distribuir. Aprendemos também a fazer planos de negócio porque antes não controlávamos as vendas. Agora, tenho renda suficiente, o que me ajuda a pagar a escola do meu filho que já terminou a 12ª Classe”, contou.
Representantes dos ministérios moçambicanos de Educação e de Segurança Alimentar, assim como oficiais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização das nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), também participaram do evento.
“Congratulo-me com esta iniciativa inspirada e apoiada pelo Brasil, que foi concebida para apoiar os esforços para reverter uma das preocupações mais graves do nosso século: a fome no mundo”, afirmou Ute Meir, diretora adjunta do PMA em Moçambique.

Entenda a trajetória do PAA África

O PAA África é uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, do PMA e da FAO lançada em 2012, com apoio do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID). Após cinco anos de trabalho em cinco países — Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal —, a segunda fase do programa se encerra em junho deste ano.
A primeira etapa (2012-2013) apoiou agricultores e cooperativas a suprir adequadamente as escolas com alimentos produzidos localmente. A segunda fase (2014-2017) fortaleceu as operações de campo, promoveu atividades de aprendizagem, assistência técnica e troca de conhecimentos, desenvolveu um sistema de monitoramento e realizou a avaliação da iniciativa no Malaui e no Senegal.
Até a metade deste ano, consultas nacionais com representantes dos governos, parceiros e atores estão sendo realizadas em cada um dos países participantes.
Os encontros e avaliações têm sido uma oportunidade de avaliar como o PAA África pode ser incorporado a estratégias já implementadas nas nações para combater a fome e fortalecer a agricultura familiar. São também uma chance de aprofundar a discussão sobre o envolvimento e a contribuição de cada parceiro ao programa, sejam eles organismos internacionais ou Estados-membros.
Notícia publicada em ONU/BR - https://nacoesunidas.org/brasil-mocambique-e-onu-debatem-iniciativas-de-alimentacao-escolar-associadas-a-agricultura-familiar/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ONUBr+%28ONU+Brasil%29

quinta-feira, março 30, 2017

Dia do Médico Moçambicano

"A 28 de Março de cada ano, a classe Médica Moçambicana, celebra o seu dia, ꞌꞌo dia do Médico moçambicanoꞌꞌ que coincide com o aniversário da fundação da Associação Médica de Moçambique, criada á 28 de Março de 1992.

Já lá vão 25 anos desde a instituição desta data. Este ano, esta efeméride celebra-se sob o Lema: “Exercício regular da medicina em Moçambique: um imperativo nacional”.


A comemoração desta data regista-se num momento em que o rácio de médicos nacionais e estrangeiros é de 8.7 por 100.000 habitantes.

No Serviço Nacional de Saúde existem 2.151 médicos, dos quais 1722 são moçambicanos e 429 estrangeiros.


Deste total, 1446 são médicos de clínica geral e 705 são especialistas. 

Dos nacionais; 1393 são de clínica geral e 329 são especilistas.

52% dos médicos moçambicanos são do sexo feminino e 2/3 encontram-se nas provincias da zona sul. 


Em termos de idade, 58% dos médicos encontram-se na faixa etária entre 26 e 37 anos de idade. (Dados até 31 de Dezembro de 2016, do Serviço Nacional de Saúde).

Este dia é dedicado a todos Médicos, que diariamente empreendem esforços na consolidação do Sistema Nacional de Saúde. Através da prestação da assistência preventiva, curativa e reabilitativa, lutando afincadamente para o alívio do sofrimento e para a melhoria da saúde dos moçambicanos.

DESEJAMOS A TODOS MÉDICOS DE MOÇAMBIQUE E EM ESPECIAL AOS 1.722 MÉDICOS NACIONAIS DO SNS, SUCESSOS E DESENVOLVIMENTO NA CARREIRA PROFISSIONAL.
Observatório dos Recursos Humanos para Saúde de Moçambique

Aurora Glesy

Assistam ao vídeo: https://youtu.be/NZDZ_LLW2Sg

sexta-feira, março 24, 2017

PRÉMIO FERNÃO
MENDES PINTO 2017

Candidaturas até 31 de julho de 2017.

A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) anuncia a abertura de candidaturas ao Prémio Fernão Mendes Pinto 2017.
Este prémio, atribuído anualmente pela AULP, tem como objetivo galardoar uma dissertação de mestrado ou de doutoramento que contribua para a aproximação das Comunidades de Língua Portuguesa, explicitando relações entre comunidades de, pelo menos, dois países.
O valor do Prémio Fernão Mendes Pinto é de 8.000€ (oito mil euros) a atribuir numa parceria conjunta entre a AULP e a CPLP ao autor premiado e cuja publicação será da responsabilidade do Instituto Camões.

Só se poderão candidatar ao PFMP2017 as instituições membros da AULP que tenham as quotas em dia.

Mais informações em: http://aulp.org/node/114680

quinta-feira, março 23, 2017

filosofia africana





Notícia divulgada em http://www.jornaldebrasilia.com.br/clica-brasilia/professor-da-unb-cria-site-que-disponibiliza-obras-em-portugues-de-filosofos-africanos/ 

Professor da UNB cria site que disponibiliza obras em português de filósofos africanos

Ícaro Andrade
icaro.andrade@jornaldebrasilia.com.br




Há muitos anos, os movimentos sociais de combate ao racismo têm insistido na necessidade de ressignificar as imagens difundidas das populações africanas - e de seus descendentes - como intelectualmente inferiores, trazendo elementos que desmistifiquem a presença da população negra em nosso país. Desde 2003, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (art. 26-A), determina que em todo o currículo dos ensinos fundamental e médio brasileiros estejam presentes conteúdos de história e cultura africana e afro-brasileira, em todos os componentes curriculares incluindo, dessa forma, a Filosofia. Eis, portanto, o momento de pensar a filosofia em/desde outras cores...

O objetivo deste espaço é disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições por direitos autorais. 


Alguns destes textos dialogam com outras áreas do conhecimento, como educação, sociologia, antropologia, história, artes, entre outras, atendendo ao aspecto multidisciplinar que muitas vezes permeia o debate filosófico e que, também, auxilia a tarefa docente interdisciplinar. Esperamos que este material sirva para difundir outras imagens sobre as populações africanas e afro-brasileiras, múltiplas, plurais e que não se reduzam ao imaginário inferiorizante tão comum em nosso cotidiano, ainda marcado pelas feridas coloniais. 

Este site é parte da pesquisa "Colaborações entre os estudos das africanidades e o ensino de filosofia", desenvolvido pelo prof. Wanderson Flor do Nascimento, na Universidade de Brasília e em interação com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades Audre Lorde - GEPERGES Audre Lorde (UFRPE/UnB-CNPq). O site encontra-se ativo desde agosto de 2015 e em constante atualização.

Contato: wandersonflor@hotmail.com

Agradeço ao Flaésio Pereira da Silva Júnior, pela elaboração das artes que estão aqui no site.

quarta-feira, março 22, 2017

2 anos se passaram

Pois é...
O tempo passou....

e mesmo assim, este Blog continuou vivo e recebendo visitantes de todas as partes.

Menos, é claro... afinal de contas, já não estava sendo atualizado...

Passaram-se 2 anos e me deu vontade de voltar a editar este Blog. Não mais como uma ferramenta da Rede ePORTUGUÊSe da OMS, mas como um veículo de informação para os países de língua portuguesa, que ainda estão muito presentes no meu pensamento e a cada vez que me deparo com uma informação, artigo ou fato relacionado aos países... digo para mim mesma.... "Ah se eu pudesse colocar isso no Blog".....

Mas eu também ainda estava muito triste com o fim da Rede ePORTUGUÊSe e com a falta de visão da OMS em manter esta Rede que foi muito importante para os profissionais dos países. E portato não estava preparada para voltar a escrever neste Blog...

Mas até hoje, recebo muitas mensagens de profissionais que conheci e que participavam da rede... pedindo informações, solicitando documentos e dizendo o quanto a Rede foi importante para o seu trabalho....

Então, e como eu disse no início, o tempo  passou e agora estou mais disposta e com vontade de reativar este Blog.
Talvez não com tanta frequencia como antigamente, mas vou estar aqui disseminando o que eu achar importante para ser disseminado...

Vamso ver como vai ser....

Um abraço em todos...

Regina Ungerer

quinta-feira, maio 28, 2015

FIM DA REDE ePORTUGUÊSe

Caros Colegas,

Este Blog começou em setembro de 2007 como mais uma ferramenta da Rede ePORTUGUÊSe para disseminar informações em saúde para os países de língua portuguesa.

Desde desde então vêm publicando, três vezes por semana, notícias, fotos, destaques de assuntos saúde e ressaltando fatos importantes relacionados com cada país.

Publicamos mais de 1000 posts e o BLOG foi acessado por mais de 1.200 milhões de pessoas.

Um fato importante considerando a conectividade limitada dos países de língua portuguesa.

Esta história é de todos nós e devido à internet este registro é para sempre.

No entanto, depois de 10 anos de Rede ePORTUGUÊSe, esta plataforma chega ao seu fim como um programa da Organização Mundial da Saúde.

Neste sentido, este BLOG fecha também as suas portas.....

Um abraço carinhoso,

Regina Ungerer
Coordenadora da Rede ePORTUGUÊSe
2005 - 2015